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Chagrin Avenir

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Quand je suis né, le papier était utilisé pour stocker des données. Certains morceaux portaient des données très précieuses, comme l'identité de quelqu'un,  d'autres avaient même plus de valeur que certaines personnes. Quand je suis né, beaucoup de monde passaient leur vie à regarder la vie des quelques uns, sans les avoir choisi, sur des écrans à sens unique, qui distribuaient de l'opinion sans jamais en recevoir. Quand je suis né, les obstacles aux voyages n'étaient pas des mers ou des montagnes, mais des lignes imaginaires, qui classaient les gens par culture, couleur et richesse. Quand je suis né, le monde avait tellement de langues qu'on pouvait faire la vie en enseignant les gens à parler. Quand je suis né, on ne choisissait que qui allait choisir. Et pourtant on appelait ça démocratie. J'ai l'impression que le monde n'a décidé de changer que quand je suis mort...

Standby

Caros amigos e leitores,
sinto muito a ausência das últimas semanas. O pior é a quantidade de coisa pra dividir com vocês borbulhando na minha cabeça. Os dedos aspiram o teclado. Mas ficam na vontade. Nem mesmo tempo pra ler outros blogs, atividade na qual estava viciada, eu tenho. Estamos sem internet em casa. E tenho trabalhado bastante. Tudo isso converge para a concretização da nossa próxima viagem, que já está marcada e cujas passagens estão compradas: Brasil! Sim, e dessa vez não é piada, nem trote, nem delírio. Dia 9 de setembro estaremos aterrissando nessa terra quente de palmeiras e sabiás. Até lá, o blog estará em standby esperando ansioso pelas nossas novas aventuras. Sem esquecer as "velhas" ; ainda bem que tenho o "diário" da viagem pra Polônia.   Até mais pessoal, em solo brasileiro. Chupando um boa manga de preferência. 
Eu vou ver o mar...     


De volta!

Um mês de silêncio! E tanta coisa pra dizer... Foi o tempo de retomar a vida de antes da Polônia, matar as saudades do marido, digerir toda a novidade e deixar amadurecer o olhar sobre as experiências vividas. Agora tenho que terminar de escrever minha dissertação sobre o estágio, que entregarei segunda. E então voltarei aqui pra expor as aventuras vividas em solo polonês. 
Até bem breve!



Duas semanas que estou na Polônia. Sei que faz tempo que não escrevo, mas é tão difícil encontrar tempo; há sempre tanta coisa pra ver, pra conhecer, tocar, me apropriar. Hoje eu estou com um tempinho acompanhado de vontade. Mas peço desculpas, pois decepcionarei o público interessado na Polônia. Esse post é uma piegas declaração de amor e saudade.





Polônia - primeiro contato

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Varsovie, sábado 14 de maio. Saí de casa às pressas às 7h20. Como de costume, deixei muita coisa pra fazer em cima da hora. Tive que lavar roupa, imprimir uns documentos, preencher outros. Bernardo me acompanhou até a parada do tram. A despedida foi difícil. Cheguei ao ponto de encontro com minha colega de faculdade e o motorista do "covoiturage" bem na hora, 8 da noite. Seguimos para quatro horas de viagem em direção de Paris com um homem de 34 anos, casado, pai de dois filhos. Viajamos num furgão, pois o rapaz trabalha pra uma empresa de entrega de encomenda; roda a noite inteira e com pressa, mas com precisão. O covoiturage é uma maneira pra ele de fazer uma grana extra e ter companhia. Pequena precisão, talvez desnecessária: ele não tem autorização do patrão pra fazê-lo. Imaginem a grana extra que ele faz em um mês. Eu fiz as contas; uns 800€! Isso sem gastar com nada, pois a gasolina e os pedágios são pagos pela empresa pra qual ele trabalha, logicamente. Aparentemente…

Viajando barato na França - a fraternidade existe?

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Brasileira dando aula de francês na Polônia! Uau! Tudo bem que é só um estágio de duas semaninhas, mas eu não consigo conter minha emplogação e o pensamento de que é uma grande conquista. Pode ser um pequeno passo para a humanidade, mas é um grande salto para mim! Eu deveria estar preparando as aulas que vou dar, mas no momento só consigo procurar informações sobre a cidade, ler blogs, ver fotos e tentar dizer "Eu não falo polonês" em polonês. E eu até achei um bom site pra aprender a dizer algumas frases importantes. Aqui vai a dica:
http://onestoppolish.com/useful_polish_phrases.htm
Quantos visitantes desse blog querem aprender polonês? lol
Como eu já disse por aqui, sexta-feira (13!) vou de carona até Paris, onde pegarei o avião pra Polônia. Com alguém que não conheço e vou pagar por isso. Não parece estranho? Pois bem, é que os franceses encontraram uma maneira muito interessante de diminuir os gastos de viagens, que seja a passeio ou a trabalho. Eles se inscrevem num site …

A melhor viagem

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Como estou preparando a minha viagem (faltam apenas 4 dias!! =X), estive pensando em qual foi a nossa melhor viagem até agora. Concluo que foi "Orage" que quer dizer tempestade em francês. Acho que quem acompanhou pelo blog concorda! Aqui vão os links pra quem quiser revisitar os relatos ou descobri-los. Foram apenas 7 dias de pedalada rumo à Suíça! Com barraca e panela nas costas.  Vale a pena conferir!

http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/orage-1.html http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/primeiro-e-segundo-dias.html http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/terceiro-e-quarto-dias.html http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/quinto-dia.html http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/sexto-dia.html http://bernardoececilia.blogspot.com/2009/01/setimo-dia.html

Com certeza não será a mesma coisa viajar sem o marido... :(

P.S. Sei que estou devendo um post sobre a tal carona... Paciência, será o próximo ;)

Estudar na França - mestrado

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Quando a gente achou que tinha aprendido como o sistema funcionava, inscrição pras provas, pagamento, com quem falar, onde ir, boletim, etc, tudo mudou. Depois de um ano estudando na França, vivemos como recém-chegados. Nos perdemos, entregamos documentos atrasados, tivemos que reaprender sobre o sistema, pois passamos a ser estudantes "normais". Um ano depois, tudo mudou novamente. Passei no mestrado pra FLE, ou seja, pra ser professora de francês para estrangeiros. É um curso interessante, principalmente pra quem gosta de viajar, aprender novas línguas e conhecer outras culturas.  Aqui o mestrado dura dois anos, mas um ano é independente do outro. Eu por exemplo, vou fazer somente um ano e vou ter o que eles chamam de Bac +4 ou Master 1. O Bac (Baccalauréat) é uma prova que se faz no final do segundo grau (ainda se chama assim?!) e que o permite de ingressar numa faculdade. É, na prática, o equivalente do vestibular brasileiro. Então, o Bac +4, por exemplo, quer dizer que v…

Dicas pra quem quer estudar na França

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Faz quase três anos que estamos na França. E cada ano foi completamente diferente um do outro. Viemos em 2008 num intercâmbio, graças a um acordo entre a UFPE e a UBP (Université Blaise Pascal em Clermont-Ferrand). A gente se inscreveu na reitoria da UFPE e, uma vez aceitos, se inscreveu no site do Campus France. Na época o site era mal feito, mas depois de alguns telefonemas coseguimos resolver. Começamos a dar entrada nos papéis um ano antes da nossa vinda, em setembro 2007, se não me falha a memória. Tivemos a resposta em fevereiro apenas. Em março, noivamos; não que todo interessado em estudar na França deva seguir exatamente essa etapa do passo-a-passo ;).



O bom de viajar nesse sistema de acordo entre as faculdades é que o estudante não precisa se preocupar com moradia. A faculdade que o receberá mandará os papéis do aluguel de um quarto numa residência universitária. Basta assinar. Mas não espere muito conforto.





Geralmente são quartos de 9 m², com banheiro e cozinha coletivos.



O …

Jardim francês em dia de sol

Clermont-ferrand é uma das "cidades floridas" da França. Cada primavera, um orçamento desconcertante é dedicado às flores. Ao som de uma versão brasileira da versão francesa de uma música de Rick Founds, curtam as imagens dessa festa de cores, no coração da cidade, numa tarde ensolarada.


Joyeux Anniversaire, Cássia !

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Cássia, minha única irmã, caçulinha braba, também veio pra França ano passado. Mas ela teve o privilégio de passar dois meses aqui. Ela chegou tímida, sem falar uma palavra de francês. Mas foi corajosa pra sair sozinha com nossos amigos franceses. Ainda na primeira semana ela foi a um almoço na casa de um casal da igreja com alguns jovens. Incrível como em um dia ela aprendeu tanto. Fez amizade. Se divertiu. E descobriu o quanto pode ser prazeroso aprender uma língua estrangeira. Quão rica e interessante é a experiência de mergulhar numa cultura alheia, descobrir seus sons, tatear suas formas, balbuciar visões.


No tempo em que ela esteve aqui, nos redescobrimos, trocamos experiência, aprendemos juntas, curtimos muito. E brigamos lol. Achei curioso ver o quanto mudamos. Eu não imaginava o quanto ela tinha mania de limpeza e arrumação (pegou de mainha, acuso logo!). A pobre ficou agoniada com a nossa bagunça. Ela arrumava, cozinhava, lavava louça. Veio pra França ser explorada pela irmã…

Quem quer pão?

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Somos de fases, cíclicos como as estações do ano. Inclusive no que diz respeito aos nossos hábitos alimentares. Nesse momento estamos na era dos... sanduíches. Não tem coisa mais simples, eu sei. Mas fomos incrementando com molhos, queijos, presunto, frango, até fígado. Não é por preguiça de preparar outra coisa que comemos sanduíche, é por gosto mesmo :) Ontem foi a vez do peito de frango, com molho branco, queijo e azeitona. Uma delicia.



Casal conversando à mesa. Bom-humor. Satisfação. Entre duas mordidas uma azeitona fugitiva conseguiu escapar pela culatra dos braços do pão do marido. No segundo seguinte a esposa, sem hesitar, ataca o prato do marido e resgata a azeitona, que coloca sem melindres direto na boca. Silêncio. Cara de pasmo. Risos. De uma das partes apenas. O marido num tom grave: "Nunca mexa na comida de um cachorro!" Moral da história: em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Não... Em briga de marido, a mulher não mete a colher. Quer dizer... Em comi…

Conversando com Selmy

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Selmy é minha cunhada. A irmã caçula de Bernardo. Uma moça que passou de primeira no vestibular ano passado e acaba de ingressar numa aventura em busca de conhecimento e amadurecimento numa vida de independência em Marília, onde ela foi cursar Filosofia. Selmy tem um blog também, o Carpe Diem. Hoje eu li lá um texto que se chama "Aceitar a ilusão" e decidi comentar. Mas o comentário ficou grande demais, então resolvi publicá-lo por aqui, para conversar com ela. Esse é um chat aberto, quem quiser fique à vontade pra entrar e participar :)
Sel, gostei do texto!

"O mundo sensível aos sentidos, apesar de tanto me alegrar, não basta, eu queria sentir a razão, conversar e abraçar a consciência, queria olhar pra Deus contando as estrelas coladas em seu teto, queria tanto sorrir pra felicidade, dar um aperto de mão no conhecimento..."

"Abraçar a consciência"... muito bom! Eu também quero :) Concordo com você que é muito importante pensar, questionar, procurar ir al…

Papi e mami na França

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Nos dias em que estiveram aqui meus pais curtiram muito "brincar de casinha" na França. Quando se recebe visita em casa, as coisas costumam ficar meio fora do lugar; parece ser natural. Mas com eles aqui, a minha casa nunca esteve tão organizada, limpa, cheirosa. Eles secavam a louça! Parar de secar a louça foi meu grito de liberdade quando casei. Prefiro deixar escorrendo mesmo lol Eles iam ao supermercado sozinhos, compraram vários utensílios pra minha casa, compraram flores, fuçaram a cidade e nos apresentaram um cantinho simpático perto da nossa casa com banquinho, bom pra namorar hehe. Mainha até foi ao salão sozinha.

Painho e Bernardo se divertiram bastante juntos, ora com xadrez, ora com (pasmem!) vídeo game.



Mas  claro que eles não ficaram só em casa. Fomos ao restaurante. Dois mesmo! Num comemos fondue e em outro saladas e tortas.


Mas nem só de baguette viverá o turista. Passeamos muito também! 
Visitamos castelos...


Lagos...

Jardins...

Até subimos vulcão...

Ah e claro, que…

O melhor presente de aniversário!

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Ano passado, nessa mesma época do ano, eu tive a felicidade de receber meus pais e minha irmã aqui em casa. Sim, no meu cantinho do outro lado do Atlântico. E quanto amor e calor humano a 5 nos nossos 27 m²!

 Após um ano e meio de distância e saudade, graças a muito trabalho, eles puderam vir ver a filhinha na vida de casada.

Lembram que morava com meus pais e que Bernardo e eu casamos uma semana antes de viajar pra França, né? Eu fiquei super nervosa pra saber como seria ser esposa e filha ao mesmo tempo (risos). Meus pais ficaram por aqui durante 12 dias. Eles tinham previsto 10, mas lembram do vulcão que entrou em erupção na Islândia? Pois bem, foi bem na época em que eles estavam aqui. Até hoje me pergunto se não foi efeito colateral da vinda deles. Eles aterrissaram na capital da moda, dia 10 de abril. No dia seguinte era o aniversário do meu pai.

Comemoramos em grande estilo visitando Paris. No mesmo dia da chegada deles visitamos o Moulin Rouge e a igreja do coração sagrado. Esses…